quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Gostaria de poder amar-te

Gostaria de poder amar-te...
Talvez o faça em cerrado segredo
Entre apaixonada euforia e o medo
Gostaria de poder abraçar-te.

Gostaria de poder ver-te...
Talvez até o faça às escondidas
Por entre estas palavras perdidas...
Gostaria tanto poder dizer-te...

Gostaria de poder falar-te
Talvez o faça mesmo estando calado
Quando sem dares conta passas ao lado...
Gostaria tanto poder amar-te.

Espaço entre nós

Só um beijo assim
Pode encurtar a distância entre o nosso olhar.
O silêncio que há em mim
Que vive preso na ganância de te querer beijar…
Só um abraço apertado
Acaba com este espaço que nos está a separar.
Só o meu corpo no teu, tatuado
Engana esta saudade, este desejo superlativo de amar.
Depois vens,
Inocente tentadora,
Revelas tudo o que tens…
E dizes… Ama-me… agora.

É preciso

É preciso partir
Para voltar a chegar…
É preciso perder
Para voltar a encontrar…
É preciso o silêncio
Para voltar a gritar…
É preciso o eco
Para conseguir escutar…
É preciso respirar fundo
Para conseguir saltar…
E mão amiga, uma força
Para conseguir recomeçar…
Porque às vezes
É preciso cair
Para conseguir levantar…

Os dias

Os dias contam-se de trás para a frente
Ou da frente para trás.
Seguidos ou corridos somente,
Curtos e estendidos
Vazios, cheios, memoráveis ou perdidos…
Os dias contam-se….. como? Tanto faz!
Os dias têm cor, têm saudade e amor
São azul infinito, são da cor de um sorriso,
 e do escuro de um grito.
O dia é arco-íris lilás… tanto faz.
Os dias passam devagar ou a correr
Passam a sorrir e a sofrer,
Sem ordem ou abecedário,
Os dias passam sem dar-mos conta
Que já fazem parte do passado
Que foram curto futuro,
Presente prematuro,
São música sem fado …
Os dias cantam-se em surdina
Os dias choram-se em segredo
Os dias perdem-se na esquina
Surpreendem e metem medo…
Os dias contam-se de trás para a frente e da frente para trás…
Os dias não importam… o tempo… tanto faz
Há quanto tempo não faço eu parte dos teus dias
Daqueles dias que ficaram lá para trás…

1 ano

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Amar-te entre as 10 e as 11


Vou amar-te entre as 10 e as 11
Vou fazer de conta que o dia não tem mais tempo
Que os minutos desapareceram num momento
 E vou amar-te entre a s 10 e as 11.
Não vou ligar o despertador,
Não vou abrir as janelas à procura da claridade
Não vou escrever o teu nome saudade
E vou amar-te entre as 10 e as 11
Não vou adiantar os relógios lá em casa
Não que não tenha pressa de te ver
Que contenha esta sede de ti a ferver
Mas só vou amar-te entre as 10 e as 11.
Não importa se o tempo é pouco,
Pouco interessa se sobram tantas horas no dia ainda
No compasso que o calendário lento deslinda
E resume tudo entre as 10 e as 11.
Hoje vou amar-te entre as 10 e as 11
Vou deixar passar dia suavemente
Porque o relógio avariado não tem mais tempo
O ponteiro distraído entrou em contratempo
E deixou-me amar-te esta hora eternamente.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sabes o que quero de ti?

Quero o teu corpo..
Quero o teu sexo
O teu sim e o teu não
Quero o teu olhar cerrado e o ar desaparecido
Quero o teu suor, o teu sabor.
O teu sal e a tua pimenta...
Quero as tuas mãos, unhas e carne.
As tuas pernas e braços.
Quero o teu suspirar
À procura do respirar num poço sem fim.
Quero a tua cor rubra no rosto,
As tuas veias inchadas e fronte inebriada
Quero o teu prazer e o teu desfalecer
O teu cair e levantar
O teu gemer e cantar...
Quero o segrego dos teus gritos
O teu minuto hora eternidade.
Quero o teu leito, o teu rio
O teu beijo morder
O réu amor e pecado.
E quero, no fim de tudo isto
Que tenhas forca para me dar tudo o resto.

Jun2011